Uma moto? Sério? Você sabe que ela só vai ser icônica para velhos motoqueiros...
Mais uma vez sua visão defasada de mundo o levou para uma conclusão idiota. Esta é bem diferente da moto média e provavelmente será desdenhada pelos motoqueiros radicais com um estranho híbrido de scooter e motocicleta. Mas, para o gadgeteiro louco para cair na estrada, sua transmissão automática “amigável” pode ser perfeita. Ao dispensar as marchas e a necessidade de embreagem, esta é uma moto que qualquer um pode ter.
“Amigável”? Você está errada. Transmissão automática em uma moto?
Bem-vindo ao futuro. A DN-01 era inicialmente um conceito que a Honda teve a louca idéia de produzir. Além do estilo liberalmente tirado do melhor que o manga tem a oferecer, ela
combina uma simples transmissão gire-e-rode, que você encontraria em um scooter, com um motor bicilíndrico em V de 680 cc, com refrigeração líquida e 8 válvulas, que foi destunado para 33 bhp. Então você só tem de tirar a sua carteira de moto e sair andando. O que você está esperando?
Então pioraram ela? Esta é uma bike para posers que não querem trabalhar duro.
A Honda diz que é para adotantes precoces, que gostam de tecnologia inovadora mas não são necessariamente motoqueiros. Esta é uma categoria arriscada para adentrar, mas descreve o leitor médio da STILE. Esta não é uma moto para quem quer potência bruta (ela chega a 152 km/h) ou está atrás de uma superbike. É divertida. E a transmissão não mima você por inteiro – dá para mudar para o modo esporte ou giros maiores, ou optar pelo modo manual, que permite escolher entre seis índices virtuais.
Espere um pouco. Cadê o espaço para as minhas coisas? E o que farei quando chover?
A ausência total de espaço para armazenamento é um lado negativo, mas ela é linda, não prática. E quanto ao clima, sim, é claro que você irá se molhar quando chover, e mais ainda do que se estivesse numa scooter com teto e quebra-vento, mas quem quer ser visto numa daquelas? A gente, não. Preferimos andar pela cidade neste rascunho futurista que se tornou realidade – ao menos até desvendarmos as marchas de uma moto de verdade…


